10 erros mais comuns de brasileiros falando inglês (e como corrigir)

Profissional revisando os erros comuns de brasileiros no inglês em um texto
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Os erros comuns de brasileiros no inglês têm origem previsível: a tradução direta do português, os falsos cognatos e alguns sons que não existem na nossa língua. Frases como “I have 30 years” ou o uso de “pretend” com o sentido de “pretender” se repetem porque seguem a lógica do português aplicada ao inglês. A boa notícia é que padrões previsíveis se corrigem com prática dirigida.

Este guia reúne os erros comuns de brasileiros no inglês que mais aparecem na fala do dia a dia, organizados por tipo: falsos cognatos, pronúncia, tempo verbal, tradução literal e preposições. Cada um vem com a forma correta e a explicação de por que o erro acontece. No fim, um roteiro de treino mostra como transformar esses pontos cegos em automatismos corretos, sem depender da sorte na hora de falar.

A tabela dos 10 erros comuns de brasileiros no inglês

Antes de detalhar cada categoria, vale ter à mão o mapa completo. A tabela abaixo resume os dez erros, a versão correta e o motivo de cada um:

Erro comum  Forma correta  Por quê  
I have 30 years.  I’m 30 years old.  Idade em inglês usa o verbo “to be”, não “to have”.  
I pretend to study abroad.  I intend to study abroad.  “Pretend” quer dizer fingir; “pretender” corresponde a intend ou plan.  
Actually, I live in São Paulo. (por “atualmente”)  Currently, I live in São Paulo.  “Actually” significa “na verdade”; “atualmente” é “currently”.  
I have three books. (“three” soando “free”)  Som /θ/ com a língua entre os dentes.  O som TH não existe no português e tende a virar “f” ou “t”.  
People is very kind.  People are very kind.  “People” é plural e pede o verbo no plural.  
I’m agree with you.  I agree with you.  “Agree” é verbo e dispensa o “to be”.  
She explained me the rule.  She explained the rule to me.  “Explain” pede a preposição “to” antes da pessoa.  
My sister married with a doctor.  My sister married a doctor.  “Marry” não pede “with”; quando há preposição, usa-se “to”.  
It depends of the context.  It depends on the context.  “Depend” rege a preposição “on”.  
Let’s make a party.  Let’s have a party.  “Fazer uma festa” pede “have” ou “throw”, e não “make”.  

Cada bloco a seguir aprofunda uma dessas categorias.

Falsos cognatos clássicos

Os falsos cognatos estão entre os erros comuns de brasileiros no inglês mais traiçoeiros: são palavras parecidas com o português, mas de significado diferente. Eles enganam justamente porque a semelhança sugere confiança. “Pretend” lembra “pretender”, porém quer dizer fingir; quem quer dizer “pretendo viajar” precisa de “I intend to travel” ou “I plan to travel”. “Actually” lembra “atualmente”, mas significa “na verdade”; para o sentido temporal, o correto é “currently”.

Profissional revisando um documento em inglês em busca de erros
“Pretend” não é “pretender”: cuidado com os falsos cognatos.

A lista é longa e vale a pena conhecê-la: “push” na porta quer dizer empurre, e não puxe; “costume” é fantasia ou traje, enquanto hábito é “habit”; “college” costuma se referir à faculdade, e não a colégio. O antídoto é tratar toda palavra transparente com uma dose de desconfiança e confirmar o sentido no dicionário nas primeiras vezes. Vale entender também a diferença entre proficiência x fluência, porque reconhecer cognatos com segurança mostra proficiência de verdade, que vai além de ter um vocabulário grande.

Erros de pronúncia que entregam o sotaque

Alguns erros de pronúncia em inglês denunciam o falante logo na primeira frase, e estão entre os erros comuns de brasileiros no inglês mais difíceis de perceber sozinho. O caso mais famoso é o som TH, representado por /θ/ e /ð/, que não existe em português. Sem ele, “three” vira “free” e “this” vira “dis”. A correção depende de um gesto físico simples: encostar a ponta da língua entre os dentes e soprar o ar. Para ouvir o som isolado e repetir, o verbete do Cambridge Dictionary traz o áudio de referência.

Outro tropeço recorrente é a terminação “-ed” dos verbos regulares no passado. Em “worked”, o “-ed” soa como um /t/ leve, sem virar uma sílaba extra; falar “work-ed” alonga a palavra de forma artificial. Há ainda a tendência de inserir uma vogal onde o inglês não tem, transformando “sport” em “isport”, e a dificuldade com sons vocálicos próximos, como em “ship” e “sheep”. Nenhum desses pontos exige talento especial; exige ouvido treinado e repetição consciente.

Tempo verbal trocado

O tempo verbal concentra alguns dos erros comuns de brasileiros no inglês. O erro de idade abre esta categoria e é quase um cartão de visitas: “I have 30 years” traduz ao pé da letra “eu tenho 30 anos”, mas o inglês marca idade com o verbo “to be”, em “I’m 30 years old”. A lógica de posse do português não se aplica aqui.

Outro ponto sensível é o present perfect. Para dizer há quanto tempo algo dura, o inglês usa “I have lived here since 2020”, em vez do presente contínuo “I am living here since 2020”. O mesmo cuidado vale para as perguntas no passado: depois de “did”, o verbo volta à forma base, então “Did you go?” está correto, enquanto “Did you went?” repete a marca de passado sem necessidade. São estruturas que, uma vez percebidas, passam a soar naturais.

Tradução literal de expressões

A tradução literal responde por vários dos erros comuns de brasileiros no inglês. Traduzir expressões inteiras palavra por palavra costuma produzir frases que um nativo não usaria. “Fazer uma festa” pede “have a party” ou “throw a party”, e a tradução direta “make a party” soa estranha. “Tomar um café” pede “have a coffee” ou “grab a coffee”. E “eu tenho razão” corresponde a “I’m right”, que usa o verbo “to be”; a versão literal “I have reason” não existe com esse sentido.

Esse tipo de erro nasce da confiança na estrutura do português como molde do inglês. A saída é aprender expressões como blocos, os chamados chunks, em vez de montá-las peça por peça na hora de falar. Ouvir e repetir frases prontas de contextos reais acostuma o cérebro à combinação certa de palavras. Esse é um dos desafios ao aprender inglês que mais se beneficiam de exposição constante ao idioma em uso.

Preposições

As preposições fecham a lista de erros comuns de brasileiros no inglês e estão entre os detalhes que mais resistem, porque raramente seguem uma regra transferível do português. “Casar com” vira “marry”, sem preposição, ou “get married to” quando ela aparece; “married with” soa estranho ao ouvido nativo. “Depender de” é “depend on”. “Explicar para alguém” pede “explain to me”, com o “to” antes da pessoa. E “ser bom em algo” é “good at”.

Como as preposições costumam desafiar a lógica do português, tentar deduzi-las quase nunca funciona. O caminho mais seguro é memorizá-las junto do verbo que acompanham, tratando “depend on”, “married to” e “good at” como unidades. A exposição repetida faz o resto, fixando a combinação até ela soar óbvia.

Como treinar para não errar mais

Profissional anotando correções de erros comuns de inglês
Registre e revise: transforme o erro em aprendizado.

Identificar os erros comuns de brasileiros no inglês é o primeiro passo; corrigi-los exige um treino que ataque a raiz de cada um. Algumas práticas ajudam:

  • Shadowing: ouvir uma frase de um falante nativo e repeti-la imediatamente, imitando ritmo e sons, o que trabalha pronúncia e entonação juntas.
  • Gravar a própria fala: ouvir-se revela erros que passam despercebidos no momento de falar, sobretudo de pronúncia e tempo verbal.
  • Aprender por blocos: fixar expressões inteiras reduz a tradução literal e os erros de preposição.
  • Correção ativa: contar com alguém que aponte o erro na hora e ofereça a forma correta acelera o processo, porque impede que o deslize vire hábito.

Esse último ponto é decisivo. Quantos anos de conversação um erro sobrevive quando ninguém o corrige? A prática com correção ativa em imersão coloca o aluno em situações reais de uso, com retorno imediato sobre cada deslize, que é o ambiente em que os automatismos corretos se formam mais rápido.

Perguntas frequentes

Por que brasileiros erram tanto o som TH?

Porque os sons /θ/ e /ð/ não existem no português, e o cérebro tende a substituí-los pelos sons mais próximos que já conhece, como “f”, “t” ou “d”. A correção passa por treinar o gesto físico da língua entre os dentes e ouvir o som isolado várias vezes.

Qual é o falso cognato que mais causa confusão?

“Pretend” e “actually” estão entre os campeões. O primeiro significa fingir, e não pretender; o segundo significa “na verdade”, e não “atualmente”. Ambos aparecem com frequência e mudam bastante o sentido da frase.

Dá para corrigir a pronúncia sozinho?

É possível avançar com shadowing, gravações e dicionários com áudio, mas a correção ativa de alguém experiente acelera bastante, porque muitos erros de pronúncia são inaudíveis para quem os comete.

Erros de preposição são realmente importantes?

Sim, porque comprometem a naturalidade e, em alguns casos, o sentido. Como as preposições raramente seguem a lógica do português, memorizá-las junto do verbo é a estratégia mais confiável.

Corrija esses erros de uma vez com o método EAC

Os erros comuns de brasileiros no inglês reunidos neste guia têm algo em comum: são padrões, e padrões se corrigem com método e prática orientada. Em vez de conviver com eles por mais alguns anos, vale enfrentá-los com um treino que ofereça correção na hora e uso real do idioma. Conheça o método EAC Personnalité e corrija esses erros de uma vez.

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